Rotina alimentar da criança de 1 ano

Passados 12 meses, o bebê já está autorizado a ampliar o seu universo de comidas. Leia nossas sugestões e monte um cardápio saudável para a rotina alimentar da criança de 1 ano.

 

É inevitável que, em determinado momento, todas as mamães e papais passem pela seguinte situação: aos poucos, o seu bebê vai deixando de ser…um bebê. E, a partir disso, vem a dúvida sobre o que ele pode ou não pode comer quando completa 1 ano de idade. 

A criança pode ingerir de tudo? O que precisa ser evitado? Qual o cardápio ideal? Neste texto, nós trazemos várias dicas para responder essas perguntas. Confira!

 

Primeiras mudanças na alimentação da criança

Nos primeiros meses de introdução alimentar do bebê - ou seja, entre o 6º e o 7º mês de vida - é recomendado dar a ele comidas leves e saudáveis. Nessa etapa, dificilmente existem dúvidas sobre como proceder. Afinal, o pequeno está em fase de experimentação, na qual deve aprender a mastigar, engolir e diferenciar os sabores.

Tal variação entre gostos e texturas é fundamental para o desenvolvimento do seu filho. Desde os primeiros meses, ele deve ser submetido a vários passos para finalmente aceitar o alimento oferecido. “Oportunidades” é uma palavra-base nesse contexto. A exposição a novos alimentos é a chave do sucesso para uma alimentação saudável.

Pesquisa da Danone Nutricia mostrou que 6 em cada 10 crianças brasileiras acusam dificuldades para se alimentar, que variam desde a resistência em experimentar novos sabores, até o baixo consumo de componentes in natura. No estudo, a empresa entrevistou mais de 10 mil pais de crianças de até 10 anos de idade.

Os números citados são preocupantes, e reforçam a importância de se incentivar o pequeno a provar novos sabores. Isso porque, ao atingir o primeiro ano de vida, a criança estará pronta para fazer uma refeição completa, isto é, ingerir a mesma comida da família - contanto que o menu da casa seja saudável, é claro.

Entretanto, comer comida “de adulto” não quer dizer que o bebê está liberado para comer de tudo. Ou seja, a alimentação saudável necessária a ele deve impreterivelmente partir da mãe, do pai, enfim, de todos que o criam.

Vamos adotar aqui o critério da eliminação, para já irmos riscando os alimentos que devem ser evitados. Depois, listaremos quais podem ser introduzidos à dieta da criança. Leia abaixo.

 

Quais alimentos evitar

Açúcar e doces

Ainda não é hora para isso. Todos os tipos de açúcar (branco, de coco, mascavo, mel, melado, demerara etc.), bem como doces e alimentos açucarados, devem permanecer longe do alcance da criança quando ela completar 12 meses. 

Frituras

A exemplo do item acima, fuja delas! As frituras já não são recomendadas para a população em geral, por aumentarem o risco de doenças cardiovasculares em função da gordura. No caso de crianças de 1 ano, cujos organismos não estão plenamente desenvolvidos, deve-se levar o alerta ainda mais a sério. 

Ultraprocessados

Alimentos processados são aqueles que tiveram o estado natural alterado, geralmente com a adição de sal, óleo e açúcar. Entre eles estão peixe e legumes enlatados, pães frescos e frutas em calda.

Dentro desse grupo existem os ultraprocessados, que, além de açúcar e sal, gordura, trazem cores e conservantes artificiais. Exemplos: refeições congeladas, refrigerantes, cachorros-quentes, fast food, biscoitos embalados e bolos de caixinha.

 

O que a criança pode ingerir

Bastante coisa. Já levando em conta o compartilhamento da refeição da família (desde que saudável e equilibrada) com seu filho, primeiramente destacamos abaixo as seguintes novidades:

  • Leite: embora após 1 ano o leite materno ainda seja a melhor opção, a partir dessa idade a criança já pode ingerir outros tipos de leite e seus derivados. Vale reforçar que o aleitamento materno deve continuar depois do primeiro aniversário, estendendo-se até o segundo ano de vida - ou mais.

 

  • Sal: com bastante cautela, em pequenas quantidades. Priorize temperos caseiros preparados com muito pouco sal. Por fim, jamais considere usar tempero industrializado.

Esse cuidado não é à toa, e possui embasamento científico. A Sociedade Brasileira de Pediatria aconselha o uso de temperos mais naturais, como salsinha, alecrim, cebolinha e manjericão, evitando ao máximo o sal de cozinha. 

 

Opções de cardápio para uma criança de 1 ano

Lembre-se: a alimentação do seu filho é reflexo do que mães e pais comem. A criança só será saudável se o exemplo vier de dentro de casa. Portanto, se sua cultura alimentar deixa a desejar, trazer um bebê ao mundo pode ser o estímulo ideal para rever alguns conceitos.

Existem diversos exemplos de cardápio para as crianças , e, a partir deles, selecionamos ingredientes importantes para você acrescentar à lista de compras.

Café da manhã

Veja o que escolher para a criança acordar sabendo que algo delicioso está à espera! Fique à vontade para variar as combinações abaixo que acompanham o pão.

  • Leite (se possível leite materno)
  • Fruta
  • Pão de leite com manteiga
  • Pão integral com geleia de fruta natural
  • Pão integral com manteiga
  • Pão de queijo caseiro
  • Tapioca com queijo branco
  • Ovo mexido
  • Mingau de aveia, quinoa ou chia
  • Iogurte natural com frutas

Lanche da manhã

É essencial que você alimente seu pequeno no intervalo entre o café da manhã e o almoço com algo bastante leve. Uma fruta diferente por dia basta para que essa refeição seja saudável, gostosa e variada.

Almoço

A principal refeição do dia pode ser elaborada de inúmeras formas. Por isso, trazemos abaixo um farto elenco para você montar um cardápio de dar inveja a qualquer chef de cozinha. 

Mas, antes de prosseguirmos, lembre-se: quanto mais cor, melhor! Portanto, tente colocar alimentos de pelo menos 5 cores diferentes.

  • Arroz
  • Macarrão
  • Quinoa
  • Tubérculos
  • Leguminosa
  • Hortaliça colorida
  • Purê de inhame
  • Carne assada
  • Grão de bico
  • Salmão assado
  • Salada de tomate
  • Abobrinha ralada
  • Legumes refogados
  • Frango desfiado
  • Lentilha
  • Macarrão integral à bolonhesa
  • Frango assado
  • Brócolis cozido
  • Filé de peixe

Lanche da tarde

Sendo o almoço a principal refeição do dia, fica fácil entender por que o lanche da manhã é o último desse ranking. Afinal, é preciso dar espaço no estômago para a entrada de uma quantidade maior de alimentos.

Porém, no caso do lanche da tarde, a criança de 1 ano pode ir um pouco além. Pense naquele lanche clássico, com comida e bebida, tomando como base as opções abaixo.

  • Fruta
  • Cereal
  • Tomate cereja
  • Pão com queijo branco
  • Salada de frutas com iogurte natural
  • Castanha do Brasil triturada

Jantar

Na hora do jantar, a lógica para os bebês é a mesma que deve funcionar em relação às demais faixas etárias. Aqui, deve-se ingerir um cardápio similar ao do almoço, porém em menor quantidade. Adote um critério de distribuição que impeça a repetição de exatamente tudo o que se come no almoço e na janta.

  • Sopa de legumes
  • Risoto de legumes
  • Escarola refogada
  • Ovo mexido com tomate
  • Panqueca de espinafre com frango
  • Beterraba ralada
  • Arroz integral
  • Feijão
  • Carne desfiada
  • Legumes cozidos
  • Purê de batata
  • Carne moída
  • Batata doce assada
  • Palito de cenoura cozido
  • Almôndegas caseiras

 

Evite dar bebidas durante as refeições

É quase automático dar suco ou outra bebida para acompanhar a comida. Porém, convém evitar esse hábito, e vamos explicar por quê.

Além de diminuir a quantidade na ingestão dos alimentos, o líquido contribui para o estufamento do estômago, atrapalhando tanto uma digestão correta, como a absorção dos nutrientes. Dessa forma, é melhor que a criança consuma o líquido 30 minutos antes ou depois de se alimentar.

Ao adotar esse método, a ingestão dos nutrientes não causará danos ao organismo, como dores, desconfortos abdominais e refluxo.

Em suma, tenha em mente que essa é uma lista aleatória de alimentos, servindo apenas como referência à montagem do cardápio. As recomendações desse texto certamente ajudarão a organizar uma rotina de alimentação saudável para a criança. Mas, para maiores informações e critérios mais precisos, é recomendável consultar um nutricionista.

No mais, bom apetite!