Bebê recusa o peito: o que fazer?

 

A amamentação é recomendada pelas autoridades de saúde como fonte exclusiva de alimentação dos bebês pelo menos nos seis primeiros meses de vida. E apesar de algumas mães sentirem certo receio, e até dificuldade de amamentar, é importante pesquisar métodos para que seja possível proporcionar ao bebê tal experiência. Afinal, é a partir dessa fonte que a criança progride em seu desenvolvimento nutricional, físico e psicológico. 

Mas o que fazer quando os pequenos recusam o peito? Existe algum método que ajuda a criança a se acostumar com essa alimentação? 

Na realidade, essa recusa é uma ação muito frequente. Portanto, antes de optar por qualquer mudança, é fundamental que a criança esteja preparada. Além disso, é importante explicar que nem todo o bebê nega o peito, embora a resistência aconteça. Na maioria dos casos, isso ocorre pois a criança associa o seio a algo dificultoso e estressante, ou porque não consegue se saciar com facilidade. 

O primeiro caso, no qual a amamentação materna é vista como algo negativo, pode ter se originado de um cenário caótico em que o bebê está inserido. Deduz-se que ele não tinha vontade, estava agitado, chorando, e foi colocado ao peito mesmo assim. O problema é que, para gerar esse trauma, tal fato aconteceu repetidamente. Na prática, a criança deveria ter sido acalmada antes, e a mamãe também. Assim, às vezes, só a posição já traz associações ruins e dá início ao choro. 

Já a segunda situação, quando o bebê não se sente saciado, consiste na tão comentada confusão de bicos e fluxos. Nisso há dificuldade de diferenciar o que é o bico do mamilo e o que é uma chupeta, por exemplo. 

Lembrando: não é recomendado que um bebê mude de base alimentar muito jovem; portanto, verifique as motivações das dificuldades apresentadas.

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Dicas para lidar com a recusa do peito

A recusa do peito é um problema complexo para a saúde do bebê; afinal, ele precisa se alimentar. Tudo isso pode gerar grande preocupação para a família, mas vale lembrar que a recusa do peito tem solução. Primeiramente, procure saber a razão para tal se dá por conta de algum motivo físico, como refluxo ou alergia a alguma substância. Consulte o pediatra para maiores informações. 

Quando o problema que leva à negação é comportamental, com algum pensamento negativo associado à amamentação, a solução é mais simples. Diante dessa hipótese, é essencial procurar por ambientes calmos, tranquilos, e não forçar nada. 

Espere o seu bebê estar relaxado e demonstrar sinal de quem quer mamar. Para potencializar isso e conectar as duas partes envolvidas, priorize a pele. O contato humano, pele a pele; se possível, a mãe sem a parte de cima da roupa. Assim, o bebê ficará exposto ao corpo da mãe e, muitas vezes, depois de alguns minutos de tranquilidade (sem que nada seja imposto), ele buscará a mama. 

Importante: não deixe a criança com fome até que ela “se renda”. Além de um processo traumático, pode ser ainda menos eficaz, trazendo mais sentimentos ruins quanto ao peito. 

Vamos agora a outros métodos que a mãe pode adotar. 

 

Verifique a posição 

É muito importante que a mãe perceba se a pega está sendo efetuada da maneira ideal. Existem também diferentes tipos de mamilo, o que pode deixar mais trabalhoso o processo de amamentar, embora não impossível. 

Conheça o seu corpo e verifique a aderência ao seu filho. 

 

Não tente forçar

Nunca tente dar de mamar à força, abrir a boca do bebê, empurrá-lo… Essas ações são uma desvantagem. Mãe e criança acabam chorando, e a experiência desagradável mantém a rejeição. 

 

Espere o tempo do bebê 

Se possível, um método muito interessante é esperar que o bebê manifeste interesse pelo peito. Como explicado mais acima, o contato pele a pele favorece tal ação, pois ativa os instintos de ambos. 

Pode demorar, mas é uma estratégia que aparentemente gera melhores resultados do que a indução de outros objetos, como mamadeira. 

 

Extração simultânea de leite

Enquanto aguarda resultado, a mãe pode extrair leite através de equipamentos específicos:  as chamadas "bombinhas". Isso incentiva a produção do líquido e pode até acalmá-la devido à produção de hormônios para esse processo.

 

A partir disso, ao ver que o bebê também já está mais calmo, a mãe pode oferecer leite em um recipiente ou copo, de preferência por meio do Copo de Treinamento NUK. Isso vai, novamente, familiarizar a criança e o fluido, aumentando o interesse pela mama. Vale lembrar que a extração do leite materno é uma prática incentivada por médicos, já que evita dores e problemas para o corpo da mãe, como a retenção de leite materno nas mamas. 

Existem equipamentos no mercado utilizados exclusivamente para tirar leite materno. Entre eles, a bomba manual NUK - um dos mais procurados, por "imitar" o processo natural de amamentação sem causar dor. 

 

O peso sentimental da amamentação 

Parece contraditório: um dos principais problemas de adaptação do bebê ao seio pode não ser a recusa da criança, mas as dificuldades da própria mãe. É imprescindível verificar se a pega realizada está correta, analisando a posição feminina e a infantil. Evidenciando mais uma vez: não busque uma nova alternativa de alimentação antes de tentar ajustar a natural!

Muitos profissionais de saúde comprovam que a ligação construída entre a mãe e seu filho durante a amamentação são reais e duradouras. Esse novo momento ou necessidade de troca pode causar certo rompimento desse elo, o que às vezes não é aceito pela mãe, ou causa traumas. Dessa forma, é essencial, principalmente considerando como isso está ligado à saúde da criança, que a mãe se prepare psicologicamente para o momento. 

Uma dica que já foi dada muitas vezes aqui, mas que dessa vez é direcionada à genitora: não force nada! Verifique o possível motivo da recusa do peito e, então, promova uma reaproximação aos poucos, por meio das dicas citadas. Isso pode evitar traumas não só na criança, mas também na mãe. Estar apta para a evolução e crescimento do seu filho é uma das chaves para que sua saúde esteja em bom estado!